BOLACHA MARIA – um punhado de neve que restou da tempestade

Texto:  Manuel Carlos Karam
Direção: Nadja Naira
2008

A peça, “Bolacha Maria – um punhado de neve que restou da tempestade”, reúne
trechos de vários livros de Manoel Carlos Karam, um criador de universos. Seu humor
passa pelo absurdo, o surreal e o clichê; varia do lírico ao preto no branco.
“Adaptar os textos literários do Karam para o palco, dar corpo e voz aos seus
narradores e personagens é perceber que tudo se encaixa num jogo-brincadeira que
nunca acaba e no qual você pode entrar quando quiser” explica Nadja Naira, diretora do
espetáculo.
Como nos livros, a peça não procura chegar ao fim da história, mostrar se é mentira,
ficção ou verdade, o que importa é contar, inventar, recriar as narrativas fantásticas,
não-lineares e bem humoradas de Karam.
O Projeto Bolacha Maria recebeu como incentivo o Prêmio Myriam Muniz de Teatro, da
Funarte, e inclui processo de pesquisa sobre a obra do escritor; ciclo de leituras
dramáticas e uma montagem teatral.
A peça estreou em março de 2008 no Teatro José Maria Santos, em Curitiba; foi
apresentada durante o Festival de Curitiba/2008, na Mostra Novos Repertórios; no
projeto Teatro para o Povo, do Teatro Guaíra; e em 11 regionais da Prefeitura em
Projeto de circulação da Fundação Cultural de Curitiba em 2009.

“…textos que propõem o caos e uma espécie de desordem natural das coisas, flertando com o absurdo e
um humor original, diferente: desses que a gente ri e logo depois pára, pensa direito, e fica preocupado.
Porque constata que tudo aquilo que nos cerca pode soar incerto, questionável.”
MARÇAL AQUINO

“… a ficção senta nos bancos da praça, mas só o real está lendo o jornal disfarçadamente para espionar
através de furos sutis no papel o que acontece no mundo…”
MANOEL CARLOS KARAM

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O autor – Manoel Carlos Karam nasceu (1947) em Rio do Sul SC, Vale do Itajaí (uma
enchente por ano), faleceu (2007) em Curitiba PR (uma neve de vez em quando). Era
escritor, dramaturgo e jornalista (um salário por mês).
Escreveu e dirigiu duas dezenas de peças de teatro na década de 70 e à partir dos
anos 80 passou a dedicar-se aos livros. Publicou: “Fontes Murmurantes” (1985), “O
impostor no baile de máscaras” (1992), “Cebola” (1997), “Comendo bolacha maria no
dia de são nunca” (1999), “Pescoço ladeado por parafusos” (2001), “Encrenca” (2002) e
“Sujeito Oculto” (2004). Em 2008 aconteceu o lançamento de “Jornal da Guerra contra
os Taedos”.

Matérias publicadas:
O Café: http://ocafe.com.br/teatro/a-armadilha-companhia-de-teatro-apresenta-bolacha-maria-um-punhado-de-neve-que-restou-da-tempestade/

Bem Paraná: https://www.bemparana.com.br/noticia/61043

Solda: http://cartunistasolda.com.br/a-armadilha-estreia-espetaculo-bolacha-maria/

Gilson Camargo: http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/bolacha-maria-um-punhado-de-neve-que-restou-da-tempestade-teuni-ftc-2008/

 

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